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Pizza pra que te quero !

 

Esta semana, mais especificamente no dia 10, comemorou-se o Dia da Pizza, uma das iguarias típicas da culinária italiana que, devido à grande concentração de imigrantes oriundos desse país europeu no estado de São Paulo, acabou por identificar o nosso povo também.

Existem os mais variados sabores de recheios, criados para agradar a todos os paladares. Dizem até que a pizza paulistana é melhor que a original italiana.

Devido à praticidade no preparo ou, melhor ainda, bastando um telefonema para ter em casa em poucos minutos um prato que substitui uma refeição, a pizza veio para ficar e se eternizar.

No entanto, existem alguns sabores extremamente indigestos, que passam entalando “goela abaixo”. São as pizzas que finalizam as CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) das mais altas esferas do governo.

Dessas, a população está cansada e não quer mais ouvir falar. Sim, porque é muito barulho para pouco resultado. Instauram-se CPIs para tudo, mas nada é apurado. Ou então, se descobrem algo, tem tanta gente e dinheiro envolvidos que os processos são arquivados sem que os culpados sejam punidos.

O que será que aconteceu com os envolvidos nos escândalos da cueca, do grampo telefônico, do dinheiro em paraísos fiscais, do mensalão, dos Correios, do apagão aéreo, dos bingos e etc?

A intenção é proteger os interesses da coletividade brasileira ou dos excelentíssimos Deputados e Senadores?

Devemos pensar bem antes de votar neles de novo.

 

NAMASTÊ

 



Escrito por Chris Cangueiro às 17h32
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A crítica

 

Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

 

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.

 

Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.

 

Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.

 

Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.

 

Só então se dirigiu ao público perguntando:

 

O que é que os senhores estão vendo?

 

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

 

Um bicho!

 

Um lagarto horrível!

 

Uma larva!

 

Um pequeno monstro!

 

Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:

 

Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!

 

Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.

 

Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.

 

Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.

 

Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início.

 

Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...

 

E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:

 

Nada mais tenho a dizer...

 

* * *

 

Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.

 

Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.

 

Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!

 

Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.

 

É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.

 

É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.

 

Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.

 

Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, com a evidência da paz, em vez da guerra, com a elevação do perfume sobre os odores fétidos, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontrada será a felicidade perene.

 

 

 

 

 

Autor:

Redação do Momento Espírita, com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.

 

Tenham dias repletos de paz

NAMASTÊ

 



Escrito por Chris Cangueiro às 13h58
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